domingo, 9 de novembro de 2014

Teatro Completo - Box Especial de Oscar Wilde - Editora Landmark

Editora Landmark traz ao leitor, em edição bilíngue, todas as nove peças teatrais -, divididas em dois volumes em um box exclusivo, produzidas durante o período mais criativo e mais intenso da vida do escritor irlandês Oscar Wilde, nome de um dos maiores autores da língua inglesa.

No primeiro volume da coleção a Editora Landmark apresentada as quatro das peças escritas por Oscar Wilde: VERA, OU OS NIILISTAS, A DUQUESA DE PÁDUA, O LEQUE DE LADY WINDERMERE e A A IMPORTÂNCIA DE SER CONSTANTE. 

Já no segundo volume a Landmark publica as demais peças escritas por Wilde: SALOMÉ, UMA MULHER SEM IMPORTÂNCIA, O MARIDO IDEAL, UMA TRAGÉDIA FLORENTINA e A SANTA CORTESÃ.





TEATRO COMPLETO BOX ESPECIAL
OSCAR WILDE

EDIÇÃO BILÍNGUE: PORTUGUÊS/ INGLÊS
VOLUME I: 392 PÁGINAS
VOLUME I: 352 PÁGINAS
LITERATURA INGLESA: 2014
TRADUÇÃO:  DORIS GOETTEMS
ISBN: 978-85-88781-91-7







Oscar Wilde, apesar de atualmente ser mais conhecido por seus coletânea de contos, como “O PRÍNCIPE FELIZ” e “A CASA DAS ROMÃS”, além de seu único romance “O RETRATO DE DORIAN GRAY”, conquistou sua fama através de suas obras para o teatro e o modo escolhido de expressão literária foi a sátira de costumes, uma forma que lhe permitia exibir seu estilo e suas crenças estéticas, bem como seu domínio sofisticado sobre a vida intelectual e a literatura de sua época. É inegável a presença da sátira na maioria de suas peças, entretanto não se pode deixar de observar a extensão pelo qual o Esteticismo moldou a estrutura dramática bem como os temas de suas peças.

Wilde defendia amplamente através de sua produção as teses do movimento: a função primordial da arte seria a de criar beleza e harmonia, e não apresentar de forma principal uma mensagem social ou moral. Frequentemente, citava uma máxima proferida pelo poeta do romantismo inglês, John Keats (1795-1821) – “A Beleza corresponde à Verdade e a Verdade é bela” – como sendo o marco inicial do movimento estético, um verdadeiro renascimento das artes.

As peças escritas durante a década de 1880, “VERA, OU OS NIILISTAS” e “A DUQUESA DE PÁDUA”, alcançaram relativo sucesso, mas sem chamar grande atenção da crítica especializada, mesmo assim Wilde continuou a se dedicar ao teatro e logo após um encontro literário na capital francesa, onde as representações iconográficas e a história associada à personagem bíblica Salomé foram discutidas por todos os presentes, Wilde retornou ao seu hotel e escreveu em francês o drama “SALOMÉ”, dedicando a peça à grande atriz francesa Sarah Bernhardt, sua amiga e primeira atriz a interpretar a personagem-título. O sucesso desta peça abriu-lhe as portas para a consagração literária e teatral, fornecendo-lhe um meio de criticar a sociedade com ágeis comédias de costumes.

A crítica compara as peças escritas por Wilde aos grandes dramaturgos de seu período, como Ibsen e Shaw, ressaltando sua genialidade e senso comercial ao escolher temas populares que expressavam exatamente o desejo do público vitoriano. Wilde invoca a si mesmo e ao mesmo tempo uma reação e frustração do público: as situações dramáticas e satíricas são invocadas e completamente alteradas em seus desfechos, ferramentas usadas por Wilde no desejo de criar um espaço no qual o público se reconhece e associa as regras literárias com a comédia de costumes. Wilde, assim, compartilha o prazer de pertencer a uma comunidade elitista com o estabelecimento de uma aristocracia alternativa, moldada não pelos direitos de berço, mas sim pelo conhecimento e sabedoria. Esta é a principal característica de sua obra teatral. Nesta época, já em 1891, Wilde despontava como um renomado escritor e intelectual, sendo recebido nos grandes salões literários parisienses.

Embora bem conhecido nos círcu­los sociais, Wilde recebeu pouco reconhecimento por sua obra durante muitos anos até a consagração com a estreia de “O LEQUE DE LADY WILDERMERE” em 1892. O simulacro, o homem e seu retrato eram a maneira pela qual o autor se utilizava para relacionar-se com o mundo, mas o período de sucesso foi extrema­mente curto.

Na noite de estreia de sua obra-prima teatral “A IMPORTÂNCIA DE SER CONSTANTE” em 1895, o marquês de Queensberry, pai de Lorde Douglas com quem Wilde estava se relacionando, iniciou uma campanha pública contra o autor. Após uma má-suce­dida tentativa de processo nos tribunais contra o Marquês, Wilde acabaria sendo condenado a dois anos de trabalhos forçados por violação da moral, cumprindo parte da pena no famoso Cárcere de Reading.

Ao ser libertado, Wilde se autoexilou em França, aonde viria morrer na comple­ta obscuridade em 1900, cercado por poucos amigos ainda fiéis.



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